Se você ainda tem alguma dúvida quanto a segurança e a facilidade de se realizar um salto, confira algumas perguntas mais frequentes:
Tenho medo de altura! Nem sequer me aproximo de parapeitos de sacadas...
É natural ter medo de altura. Pelo menos para pessoas em condições normais. E é o que se espera de todos os alunos iniciantes desse esporte. O visual da paisagem na altura onde se realiza um salto não causa o mesmo impacto que a imagem de cima de um muro ou telhado, já que nesses casos o referencial (ou seja, o chão!) está próximo e nos assusta.
Como vou enfrentar o medo?
O medo é uma ferramenta muito útil na fase de formação dos atletas, sendo na verdade um aliado. Essa sensação estimula a concentração e a responsabilidade em cada passo dos seus saltos.
E qualquer um pode saltar ou tem que ser "atleta"?
Hoje em dia, nosso esporte não exige do praticante nenhum esforço especial, fisicamente falando. Para realizar um curso e saltar, uma pessoa só precisa ter mais de 15 anos (isso se deve a normas) e ter menos de 135 kg. Nos Saltos Duplos, o mínimo de idade é 7 anos e o máximo de peso 95 Kg. Não há limite máximo de idade para se praticar pára-quedismo.
Deficientes físicos também podem saltar?
Sim. Na verdade, o primeiro registro de saltos de deficientes físicos na América do Sul, foi feito em 1998, no Skydive Radical Center Bauru/Agudos, quando três de Agudos realizaram Saltos Duplos com o pára-quedista Paulo Assis. Os saltos foram amplamente mostrados em mídia nacional e internacional. Dois deles tinham as pernas amputadas e o terceiro não tinha movimentação da cintura para baixo. É uma grande lição de vida para quem procura superar obstáculos e limitações para levar a frente suas vontades e projetos pessoais.
E o impacto na hora da chegada ao chão?
Os equipamentos usados em nossa escola permitem um pouso muito suave, já que existe um freio aerodinâmico que se aplica instantes antes de tocar ao solo. Nos primeiros saltos, usamos um rádio transmissor que permite a um instrutor, em solo, auxiliar o aluno, indicando a altura correta para uso do freio. Os atuais equipamentos desenvolvidos com tecnologia de ponta são o que determinam a segurança e tornam possível um pouso de uma senhora de 70 anos de idade, com facilidade no manejo, e de uma criança de 7.
E se o tal do pára-quedas não abre?
Todas as pessoas que saltam usam sempre um pára-quedas principal e um reserva. É uma norma do esporte. A primeira pessoa que saltou de pára-quedas com certeza também pensou na hipótese do pára-quedas não abrir e desde aquela época até os dias de hoje as fábricas estudam, aperfeiçoam e testam vários modelos diferentes de equipamentos, pensando não só em segurança, como também em performance. Hoje em dia é fácil chegar-se a conclusão que o nível de segurança é tão alto que uma pane em um de seus pára-quedas (lembre-se que são sempre dois) só pode vir a acontecer no caso de uma falha humana, em geral grave, na manutenção ou manuseio do mesmo. Imagine só se fosse comum uma falha no equipamento...os pára-quedistas teriam que usar três ou quatro reservas.
Como é então que acontece um acidente em um salto?
Acidentes ocorrem no pára-quedismo assim como em outras atividades, em virtudes de falhas humanas de imperícia ou imprudência. Por isso, os responsáveis pelos saltos precisam ter conhecimento e controle no esporte. A questão da imperícia, no caso do pára-quedismo, pode ser resolvida com um treinamento básico em uma escola reconhecida, com acompanhamento de instrutores e preparação tanto do iniciante, como do atleta que almeja realizar um tipo de salto ainda novo para ele. Imprudência, por sua vez, se resolve com responsabilidade de cada atleta em seguir os padrões da norma. Afinal, as regras e especificações para o esporte foram cridas para se prevenir acidentes.
Eu sou meio desligadão. E se eu errar alguma coisa na hora do salto?
Durante o curso teórico você será preparado para realizar seu salto com sucesso. No primeiro salto sozinho, por exemplo, a sua responsabilidade é bem pequena, já que o pára-quedas se abre automaticamente e sua navegação é acompanhada por um instrutor de solo via rádio que vai lhe auxiliar até sua chegada macia no alvo programado. Com certeza, a cada salto, seus instrutores lhe passarão novas responsabilidades, baseando-se em seu desempenho e confiança e, durante o curso de formação, só permitirão que você passe para um nível mais avançado se tiverem certeza que você conseguirá cumprir todas as exigências para aquela etapa.
E não tem perigo de eu cair em uma árvore ou em um fio elétrico?
Bem, você só pousará sobre um obstáculo se quiser. Seu pára-quedas é totalmente obediente aos seus comandos. Ele sempre se move para onde você o direciona. Saiba que seu velame (nome da parte de tecido do pára-quedas) tem uma razão de planeio de aproximadamente 4 para 1* . Isso quer dizer que ele "anda" para frente 4 metros, enquanto "desce" apenas 1. Portanto se você notar que vai se chocar contra um fio, apenas quando estiver a 3 m de altura em relação a ele, significa que pode virar seu velame para outro lado e se afastar 12 m (4 vezes 3 metros) horizontalmente dos fios até chegar a sua altura.
* Estes valores dependem do tipo do velame e peso do atleta.
E se o vento me levar para longe?
O vento é apenas uma componente no seu deslocamento horizontal. Significa dizer que se o seu velame tem velocidade horizontal de 40 km/h* e está voando no mesmo sentido em que sopra um vento de 20 km/h, o mesmo está se deslocando a 60 km/h em relação ao solo. No caso de estar voando no sentido contrário ao vento, ele voará à 20km/h em relação ao chão. Com isso, podemos nos deslocar em qualquer sentido, mesmo contra o vento. Mas é claro que se houver um vento igual ou acima da velocidade do velame, este será impedido de "andar" ou ainda vai ser "arrastado" pelo vento para trás (em relação ao solo). Nestes casos, ou seja, com vento forte acima dos padrões da norma, não se realizam saltos.
* A velocidade absoluta (independente do vento) depende do tipo de velame e peso do atleta.
E se um vento muito forte aparecer bem na hora que estou saltando?
Bem, se o vento ultrapassar o limite de norma durante seu salto e isso te impedir de voar até o alvo, não é por isso que você terá de pousar em um local indesejado, como sobre um grupo de árvores. Lembre-se que virando a favor do vento você pode percorrer uma distância horizontal bem longa, auxiliado pela corrente de ar, e escolher com tranqüilidade um local adequado para pouso. Para evitar essa situação, nenhum pára-quedista salta do avião exatamente sobre o alvo e sim com uma certa distância, que cobre a hipótese do vento aumentar de intensidade durante o vôo. Desta feita após aberto o pára-quedas, nos dirigimos ao alvo sempre indo a favor do vento.
Alguém já desmaiou enquanto estava saltando?
Desmaiar durante um salto é muitas vezes mais difícil de acontecer do que enquanto dirigimos um carro, porque o nível de adrenalina e outras substâncias de auto-defesa que circulam em nossa corrente sangüínea durante a situação de excitação (por medo, ansiedade ou até euforia) mantém nosso corpo em funcionamento do tipo "a todo vapor", praticamente descartando a chance de um desmaio. Caso uma pessoa desmaie durante um salto com pára-quedas de abertura automática (como no primeiro salto) o mesmo se abrirá. E no caso da ocorrência com um atleta em queda-livre, o fato do mesmo não acionar seu equipamento até uma altura limite dentro das normas de segurança faz com que o disparador automático computadorizado* seja acionado, o que faz a abertura do pára-quedas reserva. Em ambos os casos o atleta terá o pouso amenizado pelo fato de que todos os velames (principais ou reservas) após a abertura permanecem em situação de meio-freio até a liberação do mesmo pelas mãos do atleta.
* Todos os equipamentos de salto da Skyradical usam um disparador automático do reserva, que aciona o mesmo em caso de se ultrapassar uma altura pré-ajustada em velocidade superior a de uma descida normal com pára-quedas aberto, configurando que o atleta está ainda em queda-livre, onde já deveria estar com um dos dois velames inflados.
Dá para respirar durante a queda livre? Não é muita pressão para os ouvidos?
A respiração é normal. A diferença de pressão não causa tanto problema. Ao se mergulhar em meio líquido, a pressão aumenta muito a cada metro que descemos. O ar é menos denso e esta alteração de pressão é menor, já que quanto mais alto, mais a pressão diminui. A altura usual de um Salto Duplo é de 8 á 10 mil pés, ou 3 mil metros, o que equivale à altura da cidade de La Paz, na Bolívia, onde se vive normalmente. A altura de um salto ASL (abertura automática) para um iniciante não passa de 5 mil pés, o que equivale à altura de Campos do Jordão, em São Paulo.
É difícil aprender a saltar? Demora muito?
Com pessoal especializado, material de vídeo e principalmente motivação por parte dos alunos, as instruções básicas para iniciantes são normalmente realizadas em apenas algumas horas, o que quer dizer que você pode realizar seu curso e seu 1o salto em apenas um dia. Para dar sequência em seu aprendizado é só agendar os novos saltos. Dependendo do tempo despendido em instruções (sempre individuais) antes de cada salto, você pode realizar até 4 ou 5 em um único dia, durante a fase de instrução e muito mais quando você se tornar um pára-quedista autônomo.
E se eu não quiser saltar na hora H? Alguém vai me empurrar?
Imagine só...é claro que não. Você contrata uma escola para lhe ensinar e ajudar a saltar, não para te forçar...Muitas pessoas tem curiosidade em saber se é comum as pessoas desistirem na hora do salto. Com alunos que realizaram o curso de 1o salto na Skydive Bauru-Agudos, isso não acontece a anos. Com experiência desde 1992, nosso Clube Escola hoje sabe que um aluno só desistirá de saltar após ter embarcado na aeronave, caso não se sinta preparado. Com a dedicação dos seus instrutores, você será liberado para embarcar somente quando estiver completamente pronto e confiante, pois lembre-se: nossa equipe quer tanto quanto você comemorar ao final de um dia os sucessos de cada salto.
Envie sua pergunta ou dúvida para contato@skyradical.com.br
|