Centro Nacional de Paraquedismo, Boituva - São Paulo
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Categorias do Paraquedismo

O paraquedismo é um esporte regulamentado. Portanto, para sua prática, o atleta deve ser filiado a uma entidade reconhecida pelo operador do avião (manifesto). Existem várias associações ao redor do mundo que  regulamentam o esporte. Então cada área de paraquedismo tem seu regulamento como base e, no Brasil, temos a CBPQ e a ABPQD.

Quando o atleta inicia seu processo no paraquedismo, costuma receber uma “carterinha” da associação definindo sua categoria e indicando as atividades que ele está liberado a atuar. Essas liberações variam de associação para associação, mas em geral são:

Aluno

Iniciante que só pode realizar saltos básicos e exercitar a atividade perante o acompanhamento de um instrutor. Nesse período é proibido fazer saltos sem acompanhamento, com macacões especiais, saltos com câmera e etc.

Categoria A

A partir de 25 saltos. O aluno pode passar para atleta mediante a progressão com prova teórica e prática. Poderá realizar saltos sem supervisão e com atletas experientes, porém ainda com algumas limitações básicas.

Categoria B

A partir de 50 saltos. Quando o atleta demonstra habilidade de navegação e voo em queda livre, realizando um salto onde o mesmo sai do avião em terceiro e chega em uma formação de duas pessoas, o atleta está apto a ingressar nessa categoria. A partir desse ponto, se iniciam algumas liberdades, como poder saltar com alguém do mesmo nível, salto noturno, salto com câmera, saltos de balão e etc.

Categoria C

Normalmente se ingressa nessa categoria após completar 200 saltos e  realizar os saltos solicitados na federação. A partir deste ponto o atleta pode começar a fazer saltos mais específicos, como por exemplo, saltos de wingsuit, trabalhar com paraquedismo sendo cameraman ou sendo treinador de voo corporal (coach).

Instagram: Wingsuit Performance School
Categoria D

Com mais de 500 saltos e uma experiência significativa no esporte. Quando se ingressa nessa categoria, o atleta tem permissões de várias atividades, podendo também iniciar os processos para se tornar instrutor no paraquedismo, como o instrutor de salto duplo, AFF, entre outros.

Confira a quantidade de atletas filiados a CBPq por categoria, sexo e federação
Print site CBPq

 

Instrutor

Independente da categoria, o atleta pode adquirir habilidade como instrutor para fins específicos. Porém o mesmo precisa estar licenciado pela confederação ao qual é credenciado. Os mais comuns são os cameraman (filma profissionalmente salto duplo), treinador ou coach (faz o treinamento o atleta já iniciado com técnicas de voo, ou técnicas específicas como pilotagem de velame).

Instrutor de salto duplo, AFF e ASL

O instrutor de salto duplo realiza o salto com o passageiro, com um paraquedas especial para duas pessoas. Já o AFF e o ASL realiza saltos com alunos iniciantes.

Avaliador e examinador

Responsáveis por formar novos instrutores, o avaliador é um instrutor com grande experiência em uma modalidade específica. Já o examinador é a mais alta patente de cada modalidade, onde é o responsável por ministrar os cursos e formar os instrutores e avaliadores da modalidade em questão.  O paraquedista para chegar em um nível técnico alto, depende não só de ensinamentos e conceitos, mas também de experiências. A mescla disso é o que transforma um instrutor em examinador.

Aqui na SkyRadical contamos com o Paulo Assis como diretor técnico da escola. Paulo além de recordista mundial é examinador desde 2002, sendo um dos pioneiros a atingir nível internacional como examinador das fábricas como formador de piloto de salto duplo. Logo após se tornou examinador da USPA (United States Parachute Association), reconhecida mundialmente no esporte. Hoje é um dos examinadores mais completos e experiente em atividade no Brasil, ainda sendo examinador nos Estados Unidos.

É muito prazeroso e desafiador poder ser examinador,  pois temos que dar instrução para quem já é experiente na área. Busco sempre mesclar o que tenho de experiencia com os conceitos adquiridos em anos de estudos teóricos e práticos. Além de acompanhar instrutores que já desempenham o trabalho e precisam estar sempre alimentados de novas informações e motivados a trabalhar dentro de uma alta qualidade. Eu pessoalmente me encontro quando estou exercendo esse trabalho, acaba me ensinando sempre mais, pois a melhor forma de aprender é ensinar. – Paulo Assis

 

Matéria realizada em parceria com o instrutor de paraquedismo Fernando Assis.

 

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